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Site para arquiteto: portfólio, processo e o que o CAU exige

Como montar o site de arquitetura que o cliente usa para decidir: portfólio, processo de trabalho, dados exigidos pelo CAU, autoria das fotos e Google.

• Atualizado em 17/10/2026 16h05 • 11 min de leitura

Maquete de cidade com prédios e quadras vistos de cima
Foto: Laboratório de Historiografia da Arquitetura (LAHCA), Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0 (recortada)

Resposta rápida

Um site para arquiteto precisa de cinco coisas: um portfólio organizado por tipo de projeto, uma página que explique o processo de trabalho e o que o cliente recebe em cada etapa, quem é o profissional (com nome, título de "arquiteto e urbanista" e número do CAU), a área atendida e um contato rápido pelo WhatsApp. Os dados do responsável técnico em cada projeto divulgado são exigência da Resolução CAU/BR nº 75/2014, e o Código de Ética e Disciplina do CAU pede veracidade em tudo o que você publica. Quanto custa: o domínio .com.br sai por R$ 40 por ano no Registro.br (conferido em outubro de 2026); o site da MKT Miranda custa R$ 77/mês, sem taxa de criação. Quanto tempo leva: o nosso fica no ar em até 7 dias depois que recebemos o material. Na prática, o que atrasa um site de arquitetura são as fotos e os textos dos projetos, não a programação.

Como o cliente de arquitetura decide (e o que o site precisa provar)

Contratar arquiteto é uma decisão cara e rara para a maioria das pessoas. Uma pesquisa Datafolha feita para o CAU Brasil em janeiro de 2022 mostra o tamanho do desafio: de 50 milhões de brasileiros que já reformaram ou construíram, 82% não contrataram arquiteto nem engenheiro. Entre os que contrataram, os motivos da escolha foram:

Motivo da escolha (Datafolha/CAU, 2022) % O que o site precisa mostrar
Experiência do profissional 65% Portfólio com projetos reais, tipo, área e ano
Relação custo-benefício 45% Processo claro: o que está incluído em cada etapa e o que o cliente recebe
Indicação de amigos e parentes 39% Um endereço fácil de mandar, que confirme a indicação em 1 minuto

Repare na terceira linha: quem chega por indicação abre o seu site para conferir se o amigo tinha razão. Se encontra só fotos soltas numa rede social, sem dizer o que você faz e como, a indicação esfria.

As páginas certas num site de arquitetura

1. Início

Em uma frase: o que você projeta (residencial, comercial, interiores, reforma), onde, e um botão de WhatsApp. Abaixo, três projetos de destaque.

2. Portfólio por tipo de projeto

É a página mais importante, e a mais mal feita. Separe por categoria (casas, apartamentos, comercial, interiores) e trate cada projeto como uma pequena história:

  • O ponto de partida: o que o cliente precisava ("cozinha integrada num apartamento de 1980", por exemplo).
  • A solução: duas ou três decisões de projeto explicadas em linguagem simples.
  • Ficha técnica: cidade, área, ano, tipo de serviço (projeto, interiores, acompanhamento de obra), responsável técnico com número do CAU, coautores e o nome de quem fotografou.
  • Legenda honesta: "obra concluída" ou "imagem ilustrativa (projeto)". Quem confunde render com foto se sente enganado depois.

3. Processo: como você trabalha

É a resposta ao "custo-benefício" da pesquisa. Explique as etapas do seu jeito (conversa, levantamento, estudo, projeto, detalhamento, acompanhamento), o prazo médio de cada uma, o que o cliente recebe e quando ele aprova. O Código exige proposta com produtos, etapas, prazos, remuneração e forma de pagamento, em contrato escrito (regra 4.2.10); a página antecipa essa conversa.

4. Sobre e equipe

Foto real, formação verdadeira, nome e "arquiteto e urbanista, CAU nº ...", um registro para cada sócio arquiteto. Inclua o link do Ache um Arquiteto, a busca pública do CAU, para o cliente conferir o registro.

5. Contato e área atendida

WhatsApp, e-mail, cidades atendidas e se atende online. Formulário curto: nome, telefone, tipo de projeto e cidade.

O que o CAU exige e o que evita no site do arquiteto

A Lei 12.378/2010, que regula a profissão, manda indicar em qualquer comunicação dirigida ao público o nome do autor, o número do CAU e a atividade (art. 14); deixar de informar é infração disciplinar (art. 18, VIII). A Resolução 75/2014 detalha como fazer isso, e o Código de Ética (Resolução CAU/BR nº 52/2013) traz as regras de conduta.

No site do arquiteto ou do escritório Pode? Regra
Projeto divulgado com nome do responsável, "arquiteto e urbanista", número do CAU e atividade Deve ter Res. 75, art. 11; Lei 12.378, art. 14
Dados do responsável legíveis, nunca menores que os da construtora ou imobiliária citada Deve ter Res. 75, arts. 1º e 12
Divulgar como seu um projeto sem RRT correspondente Não Res. 75, art. 14, I
Omitir arquiteto ou escritório que participou do projeto Não Res. 75, art. 14, II; Código, regra 5.2.12
Assumir autoria de trabalho que não fez Não Código, regra 3.2.9
Informação que não é verdadeira sobre o seu trabalho Não Código, regra 3.2.8
Falar mal do trabalho de colegas Não Código, regra 5.2.6
"Indique um cliente e ganhe" (vantagem em troca de indicação) Não Código, regra 5.2.2
Apresentar-se como arquiteto sem registro no CAU Não Lei 12.378, art. 7º
Textos que explicam arquitetura, reforma e regras de obra (blog) Sim Código, recomendação 2.3.5

Preço no site: por que o caminho seguro é não publicar tabela

A regra 5.2.3 do Código diz que o arquiteto deve estipular honorários "apenas quando solicitado a oferecer serviços profissionais". Uma tabela aberta ("a partir de R$ X o metro quadrado") esbarra nessa regra e cria uma expectativa que a proposta pode desmentir. Melhor explicar do que depende o valor (tamanho, tipo de serviço, etapas, acompanhamento de obra). Para a proposta, o Código recomenda as tabelas de honorários do CAU/BR como referência (recomendação 4.3.1).

O que pode mudar

Em 2025, o CAU/BR fez a Consulta Pública nº 51 sobre uma resolução que cita expressamente sites e redes sociais (os dados poderiam ficar na biografia do perfil) e revogaria a 75. Isso ainda não está valendo: na lista oficial de resoluções do CAU/BR, conferida em outubro de 2026, a norma nova não aparece e a 75/2014 continua em vigor.

Portfólio sem dor de cabeça: autoria, fotos e privacidade

Três cuidados evitam a maior parte dos problemas:

  • Crédito do fotógrafo. A Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/1998) manda indicar de forma legível o nome do autor da fotografia usada por terceiros (art. 79, § 1º). Combine o uso por escrito.
  • Seu nome no projeto. A mesma lei protege os projetos de arquitetura como obra intelectual (art. 7º, X) e garante ao autor o direito de ter o nome indicado quando a obra é usada (art. 24, II). Cite coautores e exija o seu crédito quando uma construtora divulgar a obra.
  • A casa do cliente. O Código pede sigilo sobre os negócios confidenciais do contratante, salvo consentimento formal (regra 3.2.15). Na prática: cláusula no contrato autorizando as fotos, nada de endereço e nenhuma foto com pessoas ou objetos pessoais.

Exemplo: o portfólio que vira conversa

A Estúdio Terracota (empresa fictícia) é uma dupla de arquitetas de interiores. Quase todo pedido chegava pelo WhatsApp igual: "vocês fazem cozinha? quanto fica?", e cada resposta levava meia hora garimpando fotos no celular. No site, organizaram o portfólio em "cozinhas", "apartamentos" e "comercial", com ficha técnica, e uma página com as quatro etapas que seguem. A pergunta passou a chegar com o link do projeto que a pessoa gostou.

É a cena que um site resolve: a cliente indicada abre o link no sofá à noite, vê três cozinhas parecidas com a dela, entende como você trabalha e manda mensagem já sabendo o que pedir.

O site de R$ 77/mês da MKT Miranda cabe nessa estrutura: sem taxa de criação, até 5 páginas (início, portfólio, processo, sobre e contato), WhatsApp em todas, pronto para o Google e no ar em até 7 dias depois que recebemos o material. O plano é anual, cobrado mês a mês no cartão, com 1 atualização por mês. A revisão final dos textos e das fichas técnicas é sempre do arquiteto responsável. O domínio e a hospedagem ficam no nome do escritório, na Hostinger. Para entender o que é cada um, veja domínio e hospedagem de site, e, para comparar orçamentos, quanto custa um site para empresa.

Erros comuns no site do arquiteto (e como corrigir)

Erro Por que atrapalha Como corrigir
Galeria só de fotos, sem texto O cliente não entende o problema que você resolveu Ponto de partida, solução e ficha técnica em cada projeto
Render apresentado como obra pronta Fere a veracidade (Código, regra 3.2.8) Legenda "imagem ilustrativa (projeto)"
Projeto sem nome e CAU do responsável Res. 75, art. 11 Ficha técnica com responsável, CAU e atividade
Foto sem crédito do fotógrafo Lei 9.610, art. 79, § 1º Nome do fotógrafo na ficha ou na legenda
Tabela de preço por metro quadrado Código, regra 5.2.3 Explicar do que depende o valor
Endereço da casa do cliente na legenda Sigilo do contratante (regra 3.2.15) Só o bairro ou a cidade, com autorização

Site para arquiteto e o Google: Perfil da Empresa e busca local

O Perfil da Empresa no Google é gratuito e deve levar ao seu site. Um ponto que pega muitos arquitetos: segundo a Ajuda do Perfil da Empresa, quem não recebe clientes no endereço comercial deve remover o endereço e usar a área de cobertura, com até 20 cidades ou regiões e limite de cerca de 2 horas de carro. É o caso de quem trabalha em home office e só visita obras.

Peça avaliação aos clientes satisfeitos e responda sem expor detalhes da obra (veja avaliações no Google). E escreva para as buscas da sua região, como "projeto de interiores em [cidade]": é a base do SEO local. A MKT Miranda também configura o Perfil da Empresa, como serviço à parte, e faz a gestão de Google Ads para escritórios que querem aparecer também nos anúncios, com contrato mensal sem fidelidade e a conta no nome do escritório.

Checklist do site de arquitetura

Importante: este artigo é informativo e resume normas federais do CAU e leis conferidas em outubro de 2026. Ele não substitui a leitura das normas nem a orientação do CAU do seu estado. Quer saber o que falta primeiro na presença online do seu escritório? Faça o diagnóstico gratuito.

Perguntas frequentes

Arquiteto pode ter site e fazer publicidade?

Pode. A Lei 12.378/2010 e a Resolução CAU/BR nº 75/2014 tratam da publicidade do arquiteto e exigem que ela traga o nome do responsável, o título profissional, o número do CAU e a atividade. O Código de Ética pede veracidade em tudo o que é divulgado (regra 3.2.8).

O que não pode faltar no site do arquiteto?

Portfólio com ficha técnica, página de processo, quem é o profissional com o número do CAU, área atendida e WhatsApp. Esses dados respondem aos três motivos de escolha apontados pela pesquisa Datafolha/CAU de 2022: experiência, custo-benefício e indicação.

Posso colocar preço no site de arquitetura?

O caminho seguro é não publicar tabela. O Código diz que os honorários devem ser estipulados apenas quando o arquiteto é solicitado a oferecer os serviços (regra 5.2.3). Explique do que depende o valor e deixe o número para a proposta.

Preciso do CAU no Instagram também?

A Lei 12.378 exige os dados em qualquer comunicação dirigida ao público (art. 14). A proposta da Consulta Pública nº 51 sugere a biografia do perfil ou uma publicação fixada, mas ela ainda não está valendo. Colocar o número do CAU na biografia já resolve.

Fontes oficiais

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Eduardo Miranda, fundador da MKT Miranda

Fundador da Agência MKT Miranda

Há mais de 6 anos trabalho com anúncios no Google para empresas. As campanhas de Google Ads da agência já contribuíram para mais de R$ 10 milhões em faturamento dos nossos clientes.

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