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Como vender pela internet: os caminhos para o pequeno negócio, como receber a distância, entrega e o arrependimento de 7 dias

Os caminhos para vender online, como receber a distância com Pix e link de pagamento, como organizar a entrega e o que o CDC exige de quem vende pela internet.

• Atualizado em 29/10/2026 13h28 • 11 min de leitura

Notebook com gráfico na tela e um carrinho de compras em miniatura sobre o teclado
Foto: Zuko.io Images, Wikimedia Commons, CC BY 2.0 (recortada)

Resposta rápida

Para vender pela internet, o pequeno negócio precisa de cinco coisas: um canal onde o cliente vê os produtos (WhatsApp, Instagram, um catálogo com link ou um site próprio), fotos e descrição com preço, um jeito de receber a distância (Pix e link de pagamento), uma forma de entregar e regras claras de troca e devolução. Comece pelo canal onde os seus clientes já estão e só depois invista em site.

Quem vende on-line também segue regras do Código de Defesa do Consumidor: o cliente pode desistir da compra em até 7 dias, contados da compra ou do recebimento, e recebe de volta o que pagou (art. 49). As vendas on-line, como qualquer venda, dependem de trabalho de divulgação e atendimento: abrir o canal não traz cliente sozinho.

Os 4 caminhos para vender on-line

Caminho Como o cliente compra Bom para Cuidado
WhatsApp Vê fotos no status ou no catálogo e pede na conversa Quem já tem clientes e vende no bairro Você precisa responder rápido, o dia todo
Instagram Vê as fotos, chama no direct ou no WhatsApp Produto bonito de mostrar: roupa, doce, artesanato Exige postar com frequência
Catálogo com link Abre uma lista com foto e preço e manda o pedido Quem tem muitos produtos e quer organizar Manter preço e estoque atualizados
Site próprio Encontra você no Google, conhece o negócio e chama ou compra Quem quer ser achado por quem ainda não conhece Custo mensal e cuidado com as informações exigidas por lei

Há também os grandes sites que reúnem lojas de vários vendedores. Eles trazem público, mas cobram comissão por venda e têm regras próprias: leia as condições com calma antes de entrar.

Os caminhos não competem. Um formato comum: o Instagram mostra, o WhatsApp fecha a venda e o site dá credibilidade e aparece no Google. Quem quer ir além e montar uma loja com carrinho encontra o passo a passo no guia de loja virtual.

Exemplos (fictícios): a costureira de Campina Grande que vende jalecos pelo Instagram para estudantes de saúde, o produtor de café de Minas que manda o catálogo pelo WhatsApp para clientes de outras cidades, a loja de roupas fitness de Belém que usa o site para ser encontrada e o WhatsApp para fechar.

Passo a passo para começar a vender pela internet

1. Escolha o que vender on-line

Nem todo produto viaja bem. Os que funcionam melhor na internet são leves, resistentes e fáceis de entender pela foto: roupas, acessórios, cosméticos regularizados, artesanato, doces com boa validade, livros e produtos de nicho. Comida pronta funciona bem em entrega no próprio bairro. Produto pesado ou frágil pede uma conta de frete cuidadosa antes.

2. Fotos e descrição que vendem (e que a lei aceita)

  • Foto com luz natural, fundo limpo e o produto inteiro, de frente e em uso.
  • Descrição com medidas, material, cores, tamanho e validade, quando houver.
  • Preço visível. Cliente que precisa perguntar o preço muitas vezes desiste.

O Código de Defesa do Consumidor, art. 31, exige que a oferta traga informações corretas, claras, precisas e em português sobre características, preço, garantia e validade, entre outras. Foto que mostra o produto melhor do que ele é vira reclamação depois.

3. Monte o preço com o frete na conta

Defina antes quem paga a entrega. Três formatos comuns:

  • Frete por conta do cliente: você informa o valor na hora do pedido.
  • Frete embutido: o preço já inclui a entrega. Funciona quando a entrega custa sempre parecido.
  • Entrega grátis acima de um valor: ajuda a aumentar o pedido médio, mas faça a conta para não pagar a entrega de pedidos pequenos.

Embalagem, etiqueta e a taxa de cada forma de pagamento também entram no custo.

4. Receba a distância: Pix e link de pagamento

Quem vende pela internet não tem o cliente na frente para passar o cartão. As duas formas mais usadas:

  • Pix: cai na hora e não tem contestação de cartão. Antes de enviar o produto, confira no extrato se o dinheiro entrou e se o nome de quem pagou bate com o pedido. Comprovante mandado por foto não é prova: veja os truques mais comuns no guia de golpe do Pix.
  • Link de pagamento: você cria um link com o valor e manda na conversa. O cliente paga com cartão (inclusive parcelado, se você oferecer) ou Pix, sem sair de casa. Como funciona, quanto custa e como evitar fraude estão no guia de link de pagamento.

Em encomenda feita sob medida, peça um sinal na hora do pedido e o restante na entrega ou antes do envio.

5. Organize a entrega

Forma Bom para Atenção
Retirada combinada Clientes do bairro Combine local seguro e horário
Entrega própria Comida e pedidos perto Calcule combustível e tempo
Entregador por aplicativo ou motoboy de confiança Pedido urgente na cidade O valor muda com a distância
Envio por transportadora ou serviço postal Clientes de outras cidades Embale bem e mande o código de rastreio

Mande sempre ao cliente a confirmação do pedido: o que comprou, o valor, a forma de pagamento, o prazo e como acompanhar a entrega.

6. Atenda antes e depois da venda

Na internet, o atendimento é o seu balcão. Responda rápido, use mensagens prontas para as perguntas frequentes e, depois da entrega, pergunte se chegou tudo certo. O guia de WhatsApp Business mostra como montar catálogo, respostas rápidas e mensagem de ausência, e o de atendimento ao cliente traz roteiros para reclamação e troca.

Arrependimento em 7 dias: o que o CDC diz

Esta é a regra que mais pega de surpresa quem começa a vender on-line.

O que diz a lei: pelo art. 49 do Código de Defesa do Consumidor, quando a compra acontece fora do estabelecimento comercial (a lei cita telefone e venda em domicílio; o Decreto 7.962/2013 aplica o direito ao comércio eletrônico), o consumidor pode desistir em até 7 dias, contados da assinatura ou do recebimento do produto. O parágrafo único manda devolver de imediato os valores pagos "a qualquer título" durante esse prazo, com correção.

O que o comércio eletrônico tem a mais: o Decreto 7.962/2013 diz que o vendedor deve:

  • mostrar, em local de destaque, o nome e o CPF ou CNPJ, o endereço e os contatos, as características do produto, as despesas extras (como o frete) e as condições de pagamento e de entrega (art. 2º);
  • manter atendimento eletrônico e responder às demandas do cliente em até 5 dias (art. 4º);
  • informar de forma clara como o cliente exerce o arrependimento, aceitar o pedido pelo mesmo canal em que ele comprou e, se a compra foi no cartão, avisar a instituição para que a cobrança não seja lançada ou seja estornada (art. 5º).
Situação O que fazer
Cliente desistiu no 3º dia depois de receber Aceite, combine a devolução do produto e devolva o valor pago
Cliente desistiu no 10º dia, sem defeito O prazo do art. 49 já passou; a troca fica pela sua política, se você tiver uma
Produto chegou com defeito Aqui vale a regra de defeito (vício) do CDC, que é outra; veja o guia de atendimento
Pagamento foi no cartão Avise a empresa de pagamento para estornar, como manda o Decreto 7.962

Escreva a sua política de troca e devolução num texto curto e mande junto com a confirmação do pedido. Em caso concreto difícil, consulte o Procon da sua cidade ou um advogado.

Um site próprio para ser encontrado

O WhatsApp e o Instagram funcionam para quem já conhece você. Quem procura no Google "jaleco personalizado" ou "café especial para presente" encontra sites, e um site com nome, endereço, contatos e as regras de compra também atende às informações que o Decreto 7.962 pede.

O site profissional da MKT Miranda sai por R$ 77 por mês, sem taxa de criação: até 5 páginas, botão de WhatsApp em todas, pronto para o Google e no ar em até 7 dias depois que recebemos o seu material. O plano é anual, cobrado mês a mês no cartão, com uma atualização por mês. Domínio e hospedagem ficam no nome da sua empresa e são pagos à parte.

Erros comuns de quem começa a vender on-line

Erro O que acontece Como evitar
Enviar antes de conferir o Pix no extrato Produto sai e o dinheiro não entra Confira no extrato, não no comprovante
Preço só "no privado" Cliente desiste antes de perguntar Mostre o preço na foto ou no catálogo
Frete fora da conta A venda dá prejuízo Defina a política de entrega antes
Ignorar o arrependimento de 7 dias Reclamação e problema no Procon Escreva a política e cumpra o art. 49
Demorar horas para responder Cliente compra de outro Respostas rápidas e horário de atendimento claro
Estar em todo lugar ao mesmo tempo Nenhum canal bem cuidado Comece por um ou dois canais

Checklist antes da primeira venda on-line

Nem toda venda é on-line: o mesmo cliente que compra pelo WhatsApp passa na feira, na loja ou recebe a entrega e quer pagar no cartão na hora. Se o seu negócio ainda não aceita cartão, esta é a maquininha que indicamos como parceiros da Ton:

Perguntas frequentes

Como começar a vender pela internet sem gastar?

Comece pelo WhatsApp e pelo Instagram, que não cobram para criar conta: fotos boas, preço visível, catálogo e respostas rápidas. Receba por Pix e por link de pagamento e deixe o site para quando quiser ser encontrado no Google.

Qual é o melhor jeito de receber nas vendas on-line?

Pix e link de pagamento. O Pix cai na hora, mas confira no extrato antes de enviar. O link permite que o cliente pague no cartão, inclusive parcelado, a distância.

O cliente pode devolver uma compra feita pela internet?

Pode desistir em até 7 dias, contados da compra ou do recebimento, pelo art. 49 do Código de Defesa do Consumidor, com devolução imediata do que pagou. O Decreto 7.962/2013 obriga o vendedor a explicar como exercer esse direito.

Preciso de CNPJ para vender pela internet?

Para começar, não. Mas o Decreto 7.962/2013 pede que quem vende on-line mostre o nome e o CPF ou CNPJ. Com o CNPJ do MEI, você não expõe o seu CPF e pode emitir nota.

O que é melhor: site próprio ou só redes sociais?

As redes funcionam para quem já conhece você. O site faz o negócio ser encontrado no Google por quem ainda não conhece. O formato mais comum é usar os dois: as redes para mostrar e o site para dar credibilidade.

Fontes

Todas conferidas em 29/10/2026:

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Eduardo Miranda, fundador da MKT Miranda

Fundador da Agência MKT Miranda

Há mais de 6 anos trabalho com anúncios no Google para empresas. As campanhas de Google Ads da agência já contribuíram para mais de R$ 10 milhões em faturamento dos nossos clientes.

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