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Site institucional: o que é, quais páginas ter e o que a lei pede no Brasil

O que é um site institucional, as 5 páginas que a pequena empresa precisa, os dados que passam confiança, o que a lei brasileira pede e um checklist final.

• Atualizado em 10/10/2026 14h55 • 11 min de leitura

Dona de um pequeno ateliê de cerâmica, de avental, sorri atrás do balcão enquanto trabalha a argila
Foto: Mina Rad / Unsplash

Resposta rápida

Site institucional é o site que apresenta a empresa: o que ela faz, onde atende e como falar com ela. Para uma pequena empresa, cinco páginas costumam bastar: início, sobre, serviços, contato e uma quinta que mostre o seu trabalho. O que passa confiança são dados que o cliente pode conferir: razão social e CNPJ, endereço, WhatsApp, fotos reais e o link das avaliações no Google. Com formulário ou ferramentas de medição, precisa de política de privacidade, porque a LGPD exige informar com clareza o uso dos dados. Se vende pela internet, segue também o Decreto 7.962/2013.

Abaixo: as páginas, o que a lei pede, como o Google encontra o site, um checklist e os erros mais comuns.

O que é um site institucional

É a sede da empresa na internet. Serve para que quem ouviu falar de você (por indicação, no Google, no Instagram ou num anúncio) confirme em poucos segundos o que você faz, onde atende e como chamar.

E é um endereço que a empresa controla: o perfil numa rede social pertence à plataforma; o domínio (suaempresa.com.br) pode e deve ficar no nome da sua empresa. Por isso os sites institucionais costumam ser o destino do link no Perfil da Empresa no Google, no Instagram, no cartão de visita e nos anúncios.

E a landing page? Ela fala de um assunto só, pede uma ação só e costuma receber quem clicou num anúncio. Os dois convivem: cada página de serviço do site pode servir de landing page. Veja a diferença em o que é landing page. Já quem quer receber o pagamento pelo próprio site precisa de loja virtual.

As 5 páginas que um site institucional precisa

  1. Início. Uma frase que diz o que você faz e onde, o botão de WhatsApp à vista, os serviços principais e uma prova real (foto de trabalho ou link das avaliações).
  2. Sobre. Quem está por trás da empresa: história curta, foto real do dono e da equipe, desde quando atende, CNPJ e endereço.
  3. Serviços. O que você faz, para quem e como funciona o atendimento (visita, orçamento, prazo). Se um serviço é o carro-chefe, vale uma página só para ele.
  4. Contato. WhatsApp, telefone, e-mail, endereço com mapa, horário e, se fizer sentido, um formulário curto.
  5. A quinta página, conforme o negócio (tabela abaixo).

No rodapé de todas as páginas: razão social, CNPJ, endereço, contatos e o link da política de privacidade.

Qual deve ser a quinta página

Tipo de negócio Quinta página Por quê
Reformas, marcenaria, vidraçaria Galeria de obras O cliente quer ver o acabamento antes de chamar
Clínicas e consultórios Equipe e estrutura A escolha passa por quem atende e onde
Serviços técnicos (ar-condicionado, elétrica) Perguntas frequentes Responde dúvidas de prazo, garantia e visita antes da ligação
Quem atende em domicílio Regiões atendidas Evita contato de quem está fora da área
Escritórios (contabilidade, advocacia) Uma página por área de atuação O cliente acha a especialidade certa

Se a sua profissão tem conselho ou ordem (como advocacia, odontologia e medicina), confira as regras de publicidade dele antes de publicar.

O que faz o cliente confiar no site

Quem chega ao site ainda não conhece você. Adjetivos como "qualidade" e "excelência" não convencem; informação que a pessoa pode conferir, sim:

  • Razão social e CNPJ no rodapé: mostram que há uma empresa registrada por trás do site.
  • Endereço completo (ou a região atendida), igual ao do Perfil da Empresa no Google.
  • Link para as avaliações no Google, que funcionam como prova independente, porque não é você quem as escreve. Se a empresa ainda não aparece no Maps, veja como colocar sua empresa no Google e no Google Maps.
  • WhatsApp e telefone em todas as páginas, não só no Contato, e o horário de atendimento atualizado.
  • Fotos reais da fachada, da equipe e dos trabalhos. Foto de trabalho dos outros pode virar publicidade enganosa, que o Código de Defesa do Consumidor proíbe (art. 37).
  • Domínio próprio com cadeado (https), e não um endereço com o nome de uma plataforma.

Quem faz e quanto custa

O preço tem três partes: domínio, hospedagem e criação com manutenção. Os valores e um quadro para comparar orçamentos estão em quanto custa um site para empresa. Com qualquer fornecedor, confira em nome de quem fica o domínio e quanto você paga em 12 meses.

Na MKT Miranda, o site profissional custa R$ 77 por mês, sem taxa de criação: até 5 páginas (a estrutura acima), WhatsApp em todas, pronto para o Google e no ar em até 7 dias depois que recebemos o seu material. O plano é anual, cobrado mês a mês no cartão, com 1 atualização por mês. Se cancelar antes dos 12 meses, a multa é de 50% dos meses que faltam. O domínio e a hospedagem ficam no nome da sua empresa. Configurar o Perfil da Empresa no Google é um serviço à parte, que também fazemos.

O que a lei pede de um site no Brasil

Depende do que o site faz:

Se o seu site... O que se aplica O que fazer
Apresenta a empresa e os serviços Código de Defesa do Consumidor Informação verdadeira e clara; preço atualizado ou nenhum
Tem formulário ou recebe dados de clientes LGPD Política de privacidade e pedir só o necessário
Usa Google Analytics, pixel ou tag de anúncios LGPD e guia de cookies da ANPD Aviso de cookies com opção de rejeitar
Vende ou fecha contrato pela internet Decreto 7.962/2013 Identificação completa, condições da oferta e direito de arrependimento

Todo site: o Código de Defesa do Consumidor

A apresentação de serviços deve trazer informações corretas, claras, precisas e em português sobre características, preço e garantia, entre outros dados (art. 31). E a informação suficientemente precisa obriga a empresa (art. 30): se o site mostra um preço ou promete "visita sem custo", o cliente pode cobrar. Mantenha tudo atualizado ou não publique valores.

Se o site vende online: Decreto 7.962/2013

O decreto trata da contratação no comércio eletrônico. Os sites usados "para oferta ou conclusão de contrato de consumo" devem mostrar em destaque nome empresarial e CNPJ, endereço físico e eletrônico, características do produto ou serviço, despesas extras (como entrega) e as condições completas da oferta (art. 2º). Também precisam de atendimento eletrônico com resposta em até cinco dias (art. 4º) e de explicar como exercer o direito de arrependimento (art. 5º), de 7 dias pelo Código de Defesa do Consumidor (art. 49).

E se o site só apresenta a empresa? Se a venda é fechada depois, na loja ou numa visita, o site não é o foco do decreto, mas mostrar razão social, CNPJ e endereço não custa nada e passa confiança. Se vende a distância (com link de pagamento, por exemplo), confirme com seu contador ou advogado: o decreto também cita "demais meios eletrônicos".

Se o site coleta dados: LGPD e política de privacidade

Nome, telefone e e-mail deixados num formulário são dados pessoais (art. 5º, I), e a pessoa tem direito a informações claras sobre o uso deles (art. 9º). Esse artigo vira o roteiro da política de privacidade:

  1. Para que você usa os dados.
  2. Como e por quanto tempo guarda.
  3. Quem é o responsável (empresa e CNPJ) e como falar com ele.
  4. Com quem compartilha (um sistema de agendamento, por exemplo).
  5. Quais são os direitos da pessoa (os do art. 18, como acesso, correção e eliminação) e como pedir.

Peça só o necessário (art. 6º, III): nome, WhatsApp e assunto bastam para um orçamento. E a política deve descrever o que o seu site faz, não um modelo copiado.

Se o site usa ferramentas de medição ou de anúncio: cookies

Google Analytics, pixel da Meta e tag do Google Ads costumam usar cookies de medição e de publicidade, que não são necessários para o site funcionar. O guia orientativo de cookies da ANPD (outubro de 2022) recomenda:

  • botão para rejeitar os cookies não necessários, fácil de ver, sem destacar só o de aceitar;
  • cookies que dependem de consentimento desligados por padrão;
  • nada de banner com um botão só ("aceito", "ciente") quando a base for o consentimento;
  • política de cookies fácil de achar, em português.

Importante: este resumo é informativo e não substitui a orientação de um advogado ou contador.

Como o Google encontra o seu site institucional

O Google encontra páginas novas sozinho, principalmente por links de outras páginas: segundo o guia de SEO para iniciantes do Google, normalmente basta publicar o site. O que ajuda:

  1. Confira se já está no Google: pesquise site:suaempresa.com.br. Se aparecerem páginas, ele está no índice.
  2. Cadastre o site no Search Console, a ferramenta do Google que mostra como ele vê cada página e recebe o sitemap (a lista das páginas). O sitemap não é obrigatório; num site pequeno, basta ter todas as páginas no menu.
  3. Dê a cada página título e descrição próprios, claros e curtos, como "Vidraçaria em Jacareí | Nome da Empresa".
  4. Escreva texto perto das fotos: segundo o mesmo guia, ele pode ajudar o Google a entender as imagens.
  5. Pense primeiro no celular. O Google usa a versão para celular para indexar e classificar as páginas, a chamada indexação que prioriza dispositivos móveis. O conteúdo no celular deve ser o mesmo do computador.
  6. Tenha paciência. Algumas mudanças aparecem em horas; outras levam meses. O Google recomenda esperar algumas semanas antes de avaliar.

Nenhuma dessas medidas é atalho para o topo (o guia diz que não existe esse segredo), mas elas tiram obstáculos para o Google entender as suas páginas.

Checklist do site institucional

Erros comuns (e como corrigir)

Erro Por que atrapalha Como corrigir
"Empresa comprometida com a qualidade" no topo Não diz o que você faz nem onde "[Serviço] em [cidade]"
WhatsApp só na página de contato Quem está no celular desiste antes de achar Botão fixo em todas as páginas
Formulário que pede CPF para um orçamento Coleta mais dados do que precisa Nome, WhatsApp e assunto
Domínio no nome de quem fez o site Se a parceria acabar, o endereço não é seu Registro no CNPJ da empresa

Vai anunciar no Google? Na gestão de Google Ads da MKT Miranda (contrato mensal, sem fidelidade), quem não tem site ganha o site junto; a hospedagem continua por conta da empresa. Se não sabe o que falta primeiro, o diagnóstico gratuito mostra em poucos minutos. E veja o site profissional de R$ 77/mês.

Perguntas frequentes

Quantas páginas deve ter um site institucional?

Para uma pequena empresa local, cinco costumam bastar: início, sobre, serviços, contato e uma quinta conforme o negócio, como galeria de obras. Mais páginas valem quando cada uma responde a uma dúvida real.

Site institucional precisa mostrar o CNPJ?

Se vende ou fecha contrato pela internet, sim: o Decreto 7.962/2013 exige nome empresarial e CNPJ em destaque. Se só apresenta a empresa, é recomendável, porque passa confiança.

Site institucional precisa de política de privacidade?

Precisa, se coleta dados pessoais (como nome e telefone num formulário) ou usa ferramentas de medição e de anúncio. A LGPD garante à pessoa informações claras sobre o uso dos dados dela.

Em quanto tempo o site aparece no Google?

Não há prazo fixo: o Google diz que mudanças levam de algumas horas a vários meses. Para conferir, pesquise site:suaempresa.com.br; o Search Console mostra se algo impede o Google de ver as páginas.

Fontes oficiais

Qual é o próximo passo para o site da sua empresa?

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