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Fiado: como vender na caderneta sem perder dinheiro (e a alternativa do parcelado no cartão)

Os riscos de vender fiado, 7 regras para quem ainda usa caderneta, um modelo para copiar, a conta do fiado contra o parcelado no cartão e como sair aos poucos.

• Atualizado em 28/10/2026 12h09 • 9 min de leitura

Balcão de madeira de uma mercearia antiga, com uma balança e prateleiras cheias de produtos
Foto: Feliciano Guimarães, Wikimedia Commons, CC BY 2.0 (recortada)
Parceiro Ton Este conteúdo tem links de parceiro: comprando por eles você paga o preço com desconto e a MKT Miranda recebe uma comissão.

Resposta rápida

Vender fiado é entregar a mercadoria hoje e receber depois, com a dívida anotada numa caderneta. Não é proibido, mas é você quem empresta o dinheiro, sem juros e sem garantia. Se ainda vende assim, siga regras simples: só para quem você conhece, com limite, cada compra anotada e conferida pelo cliente, e um dia fixo de acerto. Nunca exponha quem deve: o Código de Defesa do Consumidor (art. 42) proíbe constranger o cliente na cobrança.

A alternativa que preserva a amizade e o caixa é o parcelado no cartão: o cliente divide na fatura dele e você recebe na hora, sem risco de calote. Pelo link de parceiro, a T2 da Ton, que cabe no bolso e tem chip, sai por R$ 33,89 à vista (no site, R$ 42,36), preço conferido no checkout em 25/10/2026.

Maquininha T2 do Ton

T2 Mega+

Cabe no bolso

Para quem vende andando e não precisa imprimir comprovante

  • Compacta, com chip 3G + Wi-Fi
  • Comprovante por SMS
  • Pix na maquininha
  • Parcelamento em até 12x

R$ 33,89 à vista ou 12x de R$ 2,82

De R$ 42,36

Preço de parceiro, conferido em 25/10/2026

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Por que o fiado ainda existe (e por que pesa tanto)

No mercadinho, no bar, na padaria e na banca de feira, o fiado é uma relação de confiança: o cliente é vizinho, o salário cai no dia 5, e "anota aí" resolve a semana dele. Para muita gente, é a única forma de crédito que existe.

O problema é que, do outro lado do balcão, o fiado tem três custos que quase nunca entram na conta:

  1. Dinheiro parado. A mercadoria que saiu fiado você já pagou ao fornecedor. O e-book Gestão financeira do Sebrae-SP explica que quanto maior o prazo dado ao cliente, maior o dinheiro que o negócio precisa ter parado para girar.
  2. Calote. Um cliente que não paga apaga o lucro de muitas vendas. A conta está no guia de inadimplência.
  3. Briga. Caderneta mal anotada vira discussão: "eu não levei isso", "já paguei a metade". E perder o cliente que deve é perder o dinheiro e o cliente.

Exemplo fictício: um mercadinho em Recife tem 15 clientes na caderneta, com R$ 160 em média cada um. São R$ 2.400 em mercadoria já paga ao fornecedor, que só voltam ao caixa no começo do mês, se voltarem.

Fiado ou parcelado no cartão: a comparação honesta

Fiado na caderneta Parcelado no cartão
Quem corre o risco de não pagamento você o emissor do cartão do cliente
Quando você recebe quando o cliente acertar na hora ou em 1 dia útil, conforme o plano
Custo para você zero de taxa, mas risco e dinheiro parado a taxa da maquininha
Cobrança você cobra, cara a cara não existe: a fatura é do cliente
Relação com o cliente pode estremecer quando atrasa não muda

A conta de uma compra de R$ 300 que o cliente quer dividir em 3x, na maquininha Ton (Visa e Mastercard, recebendo na hora, segundo a página de catálogo da Ton, dados atualizados pela Ton em 01/10/2026 e conferidos em 26/10/2026):

Situação Taxa Você recebe hoje
Período promocional do plano Mega+ (30 dias ou R$ 5 mil em vendas, o que vier primeiro) 3,97% R$ 288,09
Depois, na faixa de R$ 3 mil a R$ 6 mil por mês 8,97% R$ 273,09

No fiado, você receberia R$ 300 daqui a um mês, ou três. No cartão, recebe um pouco menos, mas hoje e sem cobrar ninguém. Quem paga a taxa do parcelado é o lojista; se quiser repassar, a forma honesta de calcular está no guia de parcelamento na Ton.

7 regras para quem ainda vende fiado

Se o fiado faz parte do seu bairro e você não quer acabar com ele de uma vez, diminua o risco.

1. Só para quem você conhece

Fiado é para cliente antigo, que mora ou trabalha perto. Anote nome, telefone e endereço. A Lei Geral de Proteção de Dados pede que você use esses dados só para a finalidade combinada (o fiado) e guarde só o necessário (art. 6º).

2. Limite por cliente

Defina um teto (por exemplo, R$ 150) e não passe dele. Limite protege o seu caixa e o orçamento do cliente.

3. Cada compra anotada e conferida

Data, o que levou, o valor e o saldo. Peça ao cliente para rubricar ou mande uma foto da página no WhatsApp dele na hora. Acaba com o "eu não levei isso".

4. Dia fixo de acerto

Combine uma data: o dia do pagamento do cliente, o dia 5, toda sexta. Fiado sem data vira dívida sem fim.

5. Juros e multa só se combinados antes

Se quiser cobrar por atraso, combine antes e por escrito. Em venda a prazo para consumidor, o CDC manda informar os juros e acréscimos antes (art. 52) e limita a multa por atraso a 2% do valor da prestação (art. 52, § 1º).

6. Caderneta guardada, nunca à vista

Nada de lista de "devedores" na parede, quadro no balcão ou nome falado em voz alta. O CDC proíbe expor o consumidor ao ridículo ou a constrangimento na cobrança (art. 42), e o art. 71 trata isso como crime. O Procon de Pernambuco cita a lista de inadimplentes afixada na parede como exemplo de cobrança vexatória.

7. Atrasou, para de fiar

Quem passou do dia de acerto só volta a comprar fiado depois de quitar. Sem exceção, para não virar bola de neve.

Modelo de caderneta para copiar

Uma página por cliente, num caderno ou numa planilha:

Data O que levou Valor Pagou Saldo Visto do cliente
02/11 arroz, óleo, café R$ 42,00 R$ 42,00
06/11 pão e leite R$ 15,50 R$ 57,50
10/11 acerto R$ 57,50 R$ 0,00

No topo da página: nome, telefone, limite combinado e dia de acerto.

Como sair do fiado aos poucos, sem perder o cliente

Acabar com o fiado de um dia para o outro assusta a clientela. Um caminho mais suave, em três etapas:

  1. Avise com antecedência. Um cartaz simples no balcão: "A partir de dezembro, aceitamos Pix e cartão em até 12x". Sem tom de bronca.
  2. Ofereça a troca na hora da venda. Quando o cliente pedir para anotar, pergunte: "quer dividir no cartão?". Muitos preferem, porque não ficam devendo para o vizinho.
  3. Mantenha o fiado só para os de confiança, com limite menor. E aceite o pagamento do acerto no Pix, que cai na hora.

Exemplo fictício: um bar em Salvador tem 20 clientes no fiado. O dono começa pelos que mais atrasam: oferece o cartão em vez de anotar, mantém a caderneta só dos mais antigos e baixa o limite de todos para R$ 100.

Para o Pix, a T2 mostra o QR Code na tela, e a taxa é zero com uma chave Pix cadastrada na conta Ton (0,49% sem a chave), segundo a página de Pix na maquininha da Ton, conferida em 26/10/2026. O passo a passo está em Pix na maquininha Ton.

Vendeu mais? Coloque a empresa no Google

Com menos fiado e mais venda paga na hora, sobra fôlego para atrair cliente novo, e ele chega pelo celular. Quem procura um mercadinho, uma padaria ou um bar perto de casa pesquisa no Google e no Maps e escolhe quem aparece com horário, fotos e o aviso "aceita cartão e Pix". O primeiro passo é gratuito: o Perfil da Empresa no Google.

E quem não pagou o fiado?

Converse só com o cliente, em particular, e proponha um acordo: pagar em partes, com datas, anotado. Nada de cobrar na frente de outras pessoas nem falar com parentes ou vizinhos. Os modelos de mensagem estão no guia de mensagem de cobrança, e os caminhos formais (protesto, Juizado Especial) estão no guia de inadimplência.

A maquininha para trocar o fiado

Para o comércio de bairro e a feira, a T2 resolve o básico: tem chip (3G) e Wi-Fi, então não depende do seu celular; aceita Pix na própria maquininha, débito, crédito e parcelado em até 12x; e manda o comprovante por SMS. O que pesa contra: não imprime comprovante. Se o seu cliente faz questão do papel, olhe a T3 no guia da maquininha Ton.

Dá para pedir a T2 pelo link de parceiro: R$ 33,89 à vista ou 12x de R$ 2,82, no checkout de 25/10/2026. O valor é a adesão ao plano Mega+, e a maquininha fica em comodato.

Maquininha T2 do Ton

T2 Mega+

Cabe no bolso

Para quem vende andando e não precisa imprimir comprovante

  • Compacta, com chip 3G + Wi-Fi
  • Comprovante por SMS
  • Pix na maquininha
  • Parcelamento em até 12x

R$ 33,89 à vista ou 12x de R$ 2,82

De R$ 42,36

Preço de parceiro, conferido em 25/10/2026

Frete grátis · Garantia vitalícia

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Perguntas frequentes

Vender fiado é proibido?

Não. É uma venda a prazo combinada entre você e o cliente. O que a lei proíbe é cobrar de forma abusiva, expondo ou ameaçando (CDC, arts. 42 e 71), e cobrar multa por atraso acima de 2% em venda a prazo ao consumidor (art. 52, § 1º).

Posso colocar o nome de quem deve na parede?

Não. Lista de devedores à vista expõe o cliente ao ridículo, o que o CDC proíbe (art. 42) e trata como crime (art. 71).

Como controlar o fiado?

Uma página por cliente, com data, itens, valor, pagamentos e saldo, conferida pelo cliente. Some o total da caderneta toda semana e compare com o seu limite.

Qual a alternativa ao fiado?

O parcelado no cartão: o cliente divide na fatura dele e você recebe na hora, pagando a taxa da maquininha. Para quem só precisa esperar o salário, o Pix no dia do pagamento também resolve.

Posso cobrar juros no fiado?

Se combinar antes, informando os juros e acréscimos, sim (CDC, art. 52). A multa por atraso não passa de 2% do valor da prestação. Na dúvida, fale com o contador.

Fontes

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Eduardo Miranda, fundador da MKT Miranda

Fundador da Agência MKT Miranda

Há mais de 6 anos trabalho com anúncios no Google para empresas. As campanhas de Google Ads da agência já contribuíram para mais de R$ 10 milhões em faturamento dos nossos clientes.

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