Pular para o conteúdo

Crediário: o que é, os riscos para a loja, as regras do CDC e quando parcelar no cartão

O que é o crediário próprio da loja, o que o CDC exige, quanto custa o calote, a conta em reais contra o parcelado no cartão e quando cada um faz sentido.

• Atualizado em 29/10/2026 13h28 • 10 min de leitura

Interior de uma loja de móveis com sofás, mesa de jantar e poltronas expostos para venda
Foto: Downtowngal, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0 (recortada)
Parceiro Ton Este conteúdo tem links de parceiro: comprando por eles você paga o preço com desconto e a MKT Miranda recebe uma comissão.

Resposta rápida

Crediário é quando a própria loja vende a prazo: o cliente leva o produto hoje e paga em parcelas (no carnê, no boleto ou no Pix), e quem espera o dinheiro e corre o risco do calote é a loja. Ele atrai quem não tem cartão ou limite, mas trava o capital de giro e exige cadastro, cobrança e as regras do Código de Defesa do Consumidor (CDC). A alternativa é o parcelado no cartão: o cliente parcela, você recebe na hora (menos a taxa) e o risco de o cliente não pagar fica fora do seu caixa.

Na prática, na maquininha Ton, a taxa do 12x no plano Mega+ era de 7,97% para receber na hora (período promocional, checkout de 25/10/2026). Pelo link de parceiro, a T3 sai por R$ 86,40 à vista (no site, R$ 108,00), preço conferido em 25/10/2026.

Maquininha T3 do Ton

T3 Mega+

Imprime o comprovante

Para quem quer entregar o comprovante impresso na hora

  • Comprovante impresso (bobina) ou SMS
  • Chip 3G + Wi-Fi
  • Pix na maquininha
  • Parcelamento em até 21x

R$ 86,40 à vista ou 12x de R$ 7,20

De R$ 108,00

Preço de parceiro, conferido em 25/10/2026

Frete grátis · Garantia vitalícia

Pedir minha T3 com desconto

Você conclui a compra no checkout seguro da Ton

Como funciona o crediário próprio

No crediário, a loja faz o papel de quem empresta. O passo a passo costuma ser este:

  1. Cadastro do cliente: nome, CPF, endereço, telefone, às vezes renda e referências.
  2. Análise: a loja decide se vende a prazo e até quanto.
  3. Contrato ou carnê: o valor, as parcelas, as datas e o que acontece no atraso.
  4. Recebimento: todo mês o cliente paga na loja, por boleto ou por Pix.
  5. Cobrança: quando atrasa, alguém da loja liga, manda mensagem, renegocia.

É diferente do fiado, que é a venda anotada na caderneta, sem contrato e sem data fixa (falamos dele no guia sobre fiado). E é diferente do parcelado no cartão, em que a loja recebe e o banco do cliente é quem cobra as parcelas na fatura.

Crediário próprio Parcelado no cartão
Quem empresta a loja o banco que emitiu o cartão do cliente
Quando a loja recebe uma parcela por mês na hora ou no prazo escolhido
Quem perde se o cliente não pagar a loja não é a loja (salvo contestação, o chargeback)
Custo para a loja cadastro, carnê, cobrança, calote e dinheiro parado a taxa da maquininha
Quem consegue comprar quem a loja aprovar, até sem cartão quem tem cartão de crédito com limite

Por que o crediário ainda existe

Porque ele vende para quem o cartão não alcança: o cliente sem cartão, o que tem limite baixo ou o que já comprometeu o limite. Em loja de móveis, roupas, material de construção e eletro de bairro, ele é tradição, e cria vínculo: o cliente volta todo mês para pagar e, muitas vezes, compra de novo.

O problema é o outro lado da balança.

Os 4 riscos do crediário para a loja

1. O calote é seu

Se o cliente para de pagar, a loja perdeu a mercadoria e o lucro. Não existe seguro automático. O guia de inadimplência mostra como prevenir e cobrar.

2. O dinheiro chega aos poucos

Um sofá vendido hoje em 12 parcelas só termina de pagar daqui a um ano. Enquanto isso, você paga o fornecedor, o aluguel e os salários com o dinheiro que tem hoje. Esse buraco é o que se chama de falta de capital de giro.

3. A cobrança custa tempo e tem limites

Ligar, mandar mensagem, emitir boleto, renegociar: alguém faz isso, e esse tempo não está vendendo. E o CDC limita a forma de cobrar (veja abaixo).

4. A lei exige informação completa

Quem vende a prazo com crédito próprio precisa seguir regras de informação e de multa. Errar aqui gera reclamação no Procon e problema na Justiça.

O que o CDC exige de quem vende no crediário

O Código de Defesa do Consumidor (conferido em 29/10/2026) tem um artigo específico para venda com crédito ou financiamento, o art. 52. Antes de fechar, a loja precisa informar:

  • o preço do produto em reais;
  • os juros de mora e a taxa efetiva anual de juros;
  • os acréscimos previstos em lei;
  • o número e a periodicidade das prestações;
  • a soma total a pagar, com e sem financiamento.

E mais três regras que pesam no dia a dia:

  • Multa por atraso de no máximo 2% do valor da prestação (art. 52, § 1º).
  • Quitação antecipada: o cliente pode pagar antes, no todo ou em parte, com redução proporcional dos juros (art. 52, § 2º).
  • Cobrança sem constrangimento: o cliente em atraso não pode ser exposto ao ridículo nem sofrer ameaça (art. 42). Nada de lista de devedores no balcão ou mensagem em grupo.

Se a loja for registrar o nome do cliente em cadastro de devedores, o art. 43, § 2º manda avisar o consumidor por escrito quando ele não pediu o registro.

E os juros? Cobrar juros no crediário próprio tem limites legais para quem não é instituição financeira, e a regra da "taxa legal" do Código Civil mudou em 2024 (art. 406, redação da Lei 14.905/2024, conferido em 29/10/2026). Antes de colocar juros no carnê, converse com o contador ou um advogado.

Ainda decidindo como receber no balcão? Os modelos da Ton mudam no jeito de vender (imprimir, levar no bolso, usar o celular) e no número de parcelas:

A conta em reais: crediário x parcelado no cartão

Uma loja de móveis em Teresina (exemplo fictício) vende 10 sofás por mês a R$ 1.800 cada, em 12 parcelas de R$ 150. Total vendido: R$ 18.000.

No crediário próprio

  • A loja recebe R$ 1.500 por mês, durante 12 meses, se todo mundo pagar em dia.
  • Suponha que 1 dos 10 clientes pare de pagar depois da 4ª parcela (hipótese do exemplo, não uma estatística). A perda é de 8 × R$ 150 = R$ 1.200, ou 6,7% das vendas.
  • Some o carnê, o boleto, as ligações e o tempo de quem cobra.
  • O dinheiro do mês de vendas só fecha daqui a um ano.

No parcelado no cartão, recebendo na hora

Com as taxas do 12x do plano Mega+ da Ton, para Visa e Mastercard:

Situação Taxa no 12x Custo sobre R$ 18.000 A loja recebe hoje
Período promocional (checkout de 25/10/2026) 7,97% R$ 1.434,60 R$ 16.565,40
Faixa de R$ 10 mil a R$ 30 mil por mês (página da T3, 25/10/2026) 11,95% R$ 2.151,00 R$ 15.849,00

O que a conta mostra

  • Se ninguém atrasa, o crediário custa menos. Mas ninguém sabe disso no dia da venda.
  • Com um único calote, a diferença quase some. Com dois, o crediário já perde (R$ 2.400 contra R$ 2.151).
  • O cartão entrega o dinheiro hoje. Com R$ 15.849 no caixa, a loja compra o próximo lote à vista e pode negociar desconto com o fornecedor.
  • A taxa do cartão é previsível. O calote, não.

Os números do Mega+ mudam com o faturamento do mês e o período promocional vale por 30 dias ou até R$ 5 mil em vendas, o que vier primeiro. A tabela completa está no guia de taxas da Ton.

Vendeu mais no parcelado? Coloque a empresa no Google

Com o dinheiro entrando na hora, a loja aguenta vender mais sem apertar o caixa. E venda de móvel, roupa ou material de construção começa numa busca: "loja de móveis em Teresina", "colchão perto de mim". Quem aparece no Google e no Maps com endereço, fotos e "parcelamos no cartão" recebe esse cliente primeiro. O primeiro passo é gratuito: o Perfil da Empresa no Google.

Quando o crediário ainda faz sentido

Ele não precisa sumir. Faz sentido quando:

  • o seu cliente não tem cartão ou não tem limite, e você conhece bem a clientela (cidade pequena, bairro, cliente antigo);
  • você tem capital de giro para esperar 10 ou 12 meses;
  • você segue o art. 52 do CDC à risca e tem alguém para cobrar com educação.

Um meio-termo possível (exemplo de política, não regra):

  1. Ofereça primeiro o Pix ou o cartão parcelado.
  2. Deixe o crediário só para cliente com cadastro e histórico, com limite por cliente.
  3. Peça uma entrada no ato (por exemplo, 20%).
  4. Prazo menor no crediário que no cartão (por exemplo, até 6x).
  5. Revise todo mês quanto está em atraso.

Numa loja de roupas em Feira de Santana (exemplo fictício), isso significa: a cliente nova com cartão parcela na maquininha; a cliente antiga, sem cartão e com bom histórico, leva no carnê em até 6x, com entrada.

Checklist antes de vender no crediário

Para trocar parte do crediário pelo parcelado no cartão, com comprovante impresso, dá para pedir a T3 pelo link de parceiro: R$ 86,40 à vista ou 12x de R$ 7,20 no checkout de 25/10/2026. O valor é a adesão ao plano, e a maquininha fica em comodato. A T3 parcela em até 21x, segundo o catálogo da Ton (25/10/2026). No Mega+, o checkout mostrou 0,57% no débito e no crédito à vista e 7,97% em 12x, na hora, Visa e Mastercard: são taxas promocionais, que depois seguem a faixa de faturamento do mês. Como comparar com outras opções está no guia da maquininha de cartão.

Maquininha T3 do Ton

T3 Mega+

Imprime o comprovante

Para quem quer entregar o comprovante impresso na hora

  • Comprovante impresso (bobina) ou SMS
  • Chip 3G + Wi-Fi
  • Pix na maquininha
  • Parcelamento em até 21x

R$ 86,40 à vista ou 12x de R$ 7,20

De R$ 108,00

Preço de parceiro, conferido em 25/10/2026

Frete grátis · Garantia vitalícia

Pedir minha T3 com desconto

Você conclui a compra no checkout seguro da Ton

Perguntas frequentes

O que é crediário?

É a venda a prazo financiada pela própria loja: o cliente leva o produto e paga em parcelas no carnê, boleto ou Pix. Se ele não pagar, quem perde é a loja.

Qual a diferença entre crediário e cartão parcelado?

No crediário, a loja empresta e recebe uma parcela por mês. No cartão parcelado, quem cobra as parcelas é o banco do cliente, e a loja recebe o valor da venda menos a taxa da maquininha.

A loja pode cobrar juros no crediário?

Pode haver juros, mas com limites legais e com informação completa ao cliente (CDC, art. 52). A regra dos juros do Código Civil mudou em 2024; confirme com o contador ou um advogado.

Qual a multa máxima por atraso no crediário?

2% do valor da prestação, pelo art. 52, § 1º, do CDC. Os juros de mora são cobrados à parte e também precisam estar informados.

O cliente pode quitar o crediário antes?

Pode. O CDC garante a quitação antecipada, total ou parcial, com redução proporcional dos juros.

Fontes

O que mais pesa na rotina da sua empresa hoje?

Escolha a opção mais parecida com o seu dia a dia.

Parceiro Ton Este conteúdo tem links de parceiro: comprando por eles você paga o preço com desconto e a MKT Miranda recebe uma comissão.

Soluções relacionadas

Site profissional por assinatura

R$ 77/mês

Quero meu site por R$ 77/mês
Eduardo Miranda, fundador da MKT Miranda

Fundador da Agência MKT Miranda

Há mais de 6 anos trabalho com anúncios no Google para empresas. As campanhas de Google Ads da agência já contribuíram para mais de R$ 10 milhões em faturamento dos nossos clientes.

Mais artigos