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Golpe da maquininha: os mais comuns para cliente e para lojista, e como se proteger

Os golpes com maquininha dos dois lados do balcão, como evitar cada um e o que fazer se cair: banco, Procon, boletim de ocorrência e devolução do Pix.

• Atualizado em 28/10/2026 12h09 • 11 min de leitura

Notebook fechado e amarrado com uma corrente de cadeado, símbolo de proteção
Foto: Richard Nowell, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0 (recortada)
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Resposta rápida

O golpe da maquininha quase nunca depende da maquininha em si: depende de alguém esconder o valor, ficar com o seu cartão ou se passar por quem não é. Para o cliente, os mais comuns são o visor quebrado ou tampado, o valor digitado a mais e a troca do cartão. Para o lojista, são o falso atendente que pede senha ou código, o comprovante de Pix falso ou agendado e a contestação de má-fé. A proteção é simples: o cliente confere o valor no visor e não solta o cartão; o lojista confere o dinheiro no app antes de entregar e nunca passa senha a ninguém. Se cair, avise o banco na hora e registre boletim de ocorrência, como orienta o Procon-SP.

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Para quem quer entregar o comprovante impresso na hora

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Os golpes da maquininha, lado a lado

Resumo com as orientações do Procon-SP, do Procon de Alagoas, do Banco Central e da Central de Ajuda da Ton (conferidas em 26/10/2026):

Golpe Quem é a vítima Como funciona A defesa
Visor quebrado ou tampado Cliente O valor real não aparece, e o cliente digita a senha às cegas Não pagar em maquininha sem visor legível
Valor trocado Cliente Digitam R$ 150,00 no lugar de R$ 15,00 Conferir o valor antes da senha ou da aproximação, e no comprovante
Troca do cartão Cliente O golpista pega o cartão "para ajudar", vê a senha e devolve outro Não soltar o cartão e conferir se o devolvido é o seu
Falso suporte Lojista Alguém diz ser da empresa da maquininha e pede senha, código ou Pix Nunca passar senha; confirmar pelo app ou pelo canal que você salvou
Comprovante de Pix falso ou agendado Lojista O cliente mostra uma tela de "pago", mas o dinheiro não entrou Conferir a entrada no app antes de entregar
Contestação de má-fé Lojista O cliente compra e depois diz ao banco que não reconhece a compra Guardar comprovante, nota, fotos e conversa

Golpes contra o cliente (e como o lojista honesto evita a desconfiança)

Visor quebrado, apagado ou tampado

Comum em entregas e vendas na porta: a tela está trincada ou tampada, e o cliente não lê o valor. A orientação do Procon-SP é clara: se o visor está quebrado ou não deixa ler os dados, não use aquela maquininha. Pague de outro jeito ou não pague.

Valor digitado a mais

Pode ser golpe ou erro de digitação. Nos dois casos, o cliente confere o valor no visor antes de digitar a senha ou aproximar o cartão, e confere de novo no comprovante. O Procon-SP também orienta a verificar se os números da senha aparecem na tela enquanto você digita, o que não pode acontecer.

Troca do cartão

O golpista diz que a maquininha "está travando", pega o cartão da mão do cliente para "ajudar", olha a senha e devolve um cartão parecido. O Procon-SP orienta que o próprio consumidor manuseie o cartão e confira se o cartão devolvido é mesmo o seu.

O que o lojista honesto pode fazer

Quem vende certo também sofre, porque o cliente passa a desconfiar de toda maquininha. Algumas atitudes mostram que no seu balcão o jogo é limpo:

  • Vire o visor para o cliente e diga o valor em voz alta antes de ele pagar.
  • Deixe o cliente segurar o próprio cartão. Ofereça a aproximação, que não exige entregar o cartão.
  • Entregue o comprovante, impresso ou por SMS, sem o cliente precisar pedir.
  • Visor com defeito? Pare de usar e peça a troca. A Central de Ajuda da Ton informa que a maquininha fica em comodato e tem garantia vitalícia para problemas técnicos e defeitos de fabricação.

Exemplo fictício: o dono de um quiosque de praia em Maceió passou a girar a maquininha para o turista e falar o valor antes de cada venda. Ninguém mais perguntou "quanto deu mesmo?", e as vendas no cartão ficaram mais rápidas.

Se a sua maquininha atual não ajuda nisso (o visor é pequeno, ela não imprime, depende do celular), compare os modelos da Ton lado a lado:

Golpes contra o lojista

Falso suporte

Chega por WhatsApp, SMS ou ligação: "identificamos uma venda suspeita", "sua conta vai ser bloqueada", "preciso do código que chegou no seu celular". O objetivo é tomar o acesso ao app e ao seu saldo.

Os Termos de Uso da Plataforma Ton (atualizados em 18/11/2024, item 3.3) dizem que login e senha são pessoais e de sigilo absoluto. Na prática:

  • Não passe senha nem código recebido por SMS ou e-mail, nem para quem diz ser do atendimento.
  • Quem escolhe o canal é você. Recebeu um contato que não pediu? Não responda ali. Abra o app ou chame o WhatsApp da Ton que você salvou, e pergunte.
  • Não pague "taxa de desbloqueio". A análise de saldo descrita na Central de Ajuda pede documentos da venda, não dinheiro.

Os canais que a Ton publica e o passo a passo contra o falso atendente estão no guia do suporte da Ton. Se o golpista tomou o WhatsApp do seu negócio, siga o guia de WhatsApp clonado.

Comprovante de Pix falso ou agendado

O cliente mostra no celular uma tela de "Pix enviado" e vai embora com a mercadoria. Só que a tela era montada, ou era de um Pix agendado, que ainda não saiu da conta dele.

Uma regra do Banco Central ajuda a desconfiar: o comprovante de um Pix pago deve trazer um ícone de "check" em destaque no topo, justamente para não ser confundido com o comprovante de agendamento, que usa outro ícone, um calendário com relógio (Requisitos mínimos para a experiência do usuário do Pix, versão 7.3). Mas a defesa de verdade é outra:

  • Só entregue depois de ver o dinheiro no seu app. Comprovante na tela do cliente não é prova de que o dinheiro entrou.
  • Prefira o QR Code gerado na maquininha. Na Ton, segundo a Central de Ajuda, você digita o valor, escolhe Pix e a maquininha gera o código; depois da aprovação, o valor cai na hora, e a venda fica registrada. O passo a passo está em Pix na maquininha Ton.

Contestação de má-fé (chargeback)

O cliente compra no cartão, leva o produto e depois diz ao banco dele que não reconhece a compra. Se o banco aceitar, o dinheiro pode ser descontado de quem vendeu. Isso tem nome: chargeback. Explicamos como funciona e como se defender no guia de chargeback.

Para o dia a dia, guarde provas de cada venda alta: comprovante, nota fiscal, foto da entrega e a conversa com o cliente. São os mesmos documentos que a Central de Ajuda da Ton pede quando o saldo fica em análise. E prefira o cartão na sua frente, com chip e senha ou aproximação, a digitar dados que o cliente manda por mensagem.

O que fazer se você caiu num golpe

Golpe acontece com gente experiente. Quanto mais rápido você agir, maior a chance de resolver.

Se você é o cliente

  1. Ligue para o banco do cartão na hora, pelo número que está atrás do cartão ou no app do banco, e peça o bloqueio e a contestação da compra. O Procon-SP orienta avisar o banco "o mais rápido possível".
  2. Registre boletim de ocorrência. Veja no site da Polícia Civil do seu estado se dá para fazer pela internet.
  3. Reclame no Procon se cobraram um valor errado. O Procon de Alagoas orienta quem foi lesado a acionar o órgão.
  4. Pagou por Pix? Peça a devolução pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) no app do seu banco. Pelo guia do Banco Central, o pedido pode ser feito para transações de até 80 dias.

Se você é o lojista

  1. Passou senha ou código? Troque a senha do app, bloqueie o cartão da conta pelo app e avise o atendimento da Ton pelo chat na mesma hora. Os Termos de Uso (item 4.1) pedem que o cliente avise imediatamente qualquer suspeita nos acessos.
  2. Recebeu um Pix que não existe? Não há o que estornar: registre boletim de ocorrência com os prints da conversa e do comprovante falso.
  3. Recebeu aviso de contestação ou saldo em análise? Responda pelo e-mail da Ton com as provas da venda.
  4. Maquininha roubada ou furtada? A Central de Ajuda informa que a garantia cobre roubo e furto, com a apresentação do boletim de ocorrência.

Checklist de segurança para quem vende

Há sites que imitam páginas de venda; os cuidados na hora de pedir estão em a Ton é confiável?.

Loja segura também precisa ser fácil de achar

Cliente seguro para pagar é meio caminho. A outra metade é o cliente novo encontrar você. Pense numa lanchonete em Recife que vira o visor para o cliente e entrega o comprovante (exemplo fictício): quem já comprou volta, mas quem procura "lanche perto de mim" no Google nem sabe que ela existe. Um Perfil da Empresa no Google completo, com horário, fotos, avaliações e o aviso de que você aceita cartão e Pix, ajuda nessa busca. A posição no Maps é decidida pelo Google, mas um perfil bem feito conta.

A maquininha que imprime o comprovante

Entregar o comprovante em papel, na hora, é uma das formas mais simples de mostrar ao cliente que o valor está certo. Na Ton, quem imprime são a T3 e a T3 Smart; a T1 e a T2 mandam o comprovante por SMS. A T3 é a mais em conta das que imprimem: dá para pedir a T3 pelo link de parceiro. O valor é a adesão ao plano, e a maquininha fica em comodato, emprestada pela Ton (regulamento de 28/09/2026, item 7.4). Todos os modelos e o plano estão no guia da maquininha Ton.

Maquininha T3 do Ton

T3 Mega+

Imprime o comprovante

Para quem quer entregar o comprovante impresso na hora

  • Comprovante impresso (bobina) ou SMS
  • Chip 3G + Wi-Fi
  • Pix na maquininha
  • Parcelamento em até 21x

R$ 86,40 à vista ou 12x de R$ 7,20

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Preço de parceiro, conferido em 25/10/2026

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Perguntas frequentes

Como funciona o golpe da maquininha com visor quebrado?

O golpista usa uma maquininha com a tela trincada, apagada ou tampada, e o cliente não vê o valor. Ele digita a senha achando que paga pouco e só descobre o valor real na fatura. O Procon-SP orienta não usar maquininha com visor que não deixa ler os dados.

Caí no golpe da maquininha. O que faço primeiro?

Ligue para o banco do cartão e peça o bloqueio e a contestação da compra. Depois, registre boletim de ocorrência e, se cobraram valor errado, reclame no Procon do seu estado.

Comprovante de Pix mostrado no celular do cliente garante o pagamento?

Não. A tela pode ser falsa ou de um Pix agendado. Só entregue depois de ver o dinheiro no seu app. O Banco Central exige que o comprovante de Pix pago tenha um ícone de "check" no topo, diferente do de agendamento.

A empresa da maquininha pede senha ou código por WhatsApp?

Trate qualquer pedido de senha ou código como golpe. Os Termos de Uso da Ton dizem que login e senha são pessoais e sigilosos. Confirme qualquer contato pelo app ou pelo canal que você salvou.

Fontes

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Eduardo Miranda, fundador da MKT Miranda

Fundador da Agência MKT Miranda

Há mais de 6 anos trabalho com anúncios no Google para empresas. As campanhas de Google Ads da agência já contribuíram para mais de R$ 10 milhões em faturamento dos nossos clientes.

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